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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O Fantasma de Canterville- trabalhos do 9º A



Quadras

Fantasma de Canterville

No dia 15 de abril
Algo terrível aconteceu
O Fantasma de Canterville
 Do nada renasceu.


Por Canterville Chase
Vagueia, na escuridão
Seu corpo nunca encontrado
Vazio está o caixão


Sem nada saber
Sr.Otis a casa comprou
Depressa se arrependeu
Pois alguém o assombrou

Uma mancha de sangue
Na biblioteca aparecia
todos se perguntavam
se era encanto ou magia.

Barulhos de correntes
À noite se faziam ouvir
Evitando que a família
Conseguisse dormir

Simão Ramos

Página de Diário

Quarta, 3 de outubro de 1890

Meu querido diário

O meu dia, hoje, foi de loucos!
Um fantasma pediu-me para o ajudar a morrer, mais, precisamente, o fantasma que vive em minha casa. Pediu-me encarecidamente que o ajudasse a encontrar a paz.
Eu, no início, hesitei, mas, como estava muito triste, decidi ajudá-lo.
Fui com ele, apesar de desconhecer o sítio para onde me levava.
Entrámos numa espécie de portal e, já no local, ele deitou-se numa cama. Só depois percebi que se tratava do seu quarto.
Ele incentivou-me a ler um livro. Comecei a ler “ os contos” de Eça de Queirós. A dado momento, ele fechou os olhos e, eu soltei umas lágrimas, pois sabia que jamais lhe veria a cor dos seus olhos.
Antes de morrer, deu-me uma caixa e disse para a entregar ao meu pai.
Passados alguns segundos, ele foi-se.
Quando cheguei a casa, estavam todos preocupados comigo. Fiz tudo o que o fantasma me disse mesmo o não queria.
Amanhã, será o seu funeral, para alegria de muitos e tristeza minha.
Como podes ver, o meu dia, apesar de triste, foi incrível.

Marta Martins



Entrevista

Um Fantasma chegou ao Castelo de Canterville a 28 de junho de 1575.  Estou aqui, hoje, para saber um pouco sobre a sua vida e a razão pela qual escolheu este castelo para assombrar.  
Entrevistador: Bom dia, senhor Fantasma! Estou curioso por saber a razão pela qual vocês, fantasmas, só aparecerem à noite.
Fantasmas: Bom dia! Boa questão…nós aparecemos à noite, visto que detestamos a luz solar, já que nos encandeia os olhos.
Entrevistador: As pessoas mais antigas dizem que vocês, fantasmas, são almas de pessoas que já morreram. É verdade?
Fantasma: Depende dos fantasmas, alguns são almas de pessoas que já morreram como, por exemplo, eu, mas há outros que são fruto da imaginação das pessoas.
Entrevistador: Vive no castelo de Canterville. Qual a razão de ter escolhido este espaço e não noutro?
Fantasma: Muita gente me questiona sobre isso. Há muitos anos, neste mesmo castelo morreu a Lady Eleanor de Canterville assassinada pelo próprio marido, Sir Simon. Ele sobreviveu durante nove anos, nunca tendo sido encontrado o seu corpo. Quanto ao seu espírito… creio que está em mim, por isso é que vagueio, ou melhor, ele vagueia em mim, por este castelo
Entrevistador: Então  o senhor  é o Sir. Simon?
Fantasma: Não, eu sou apenas o seu espírito.
Entrevistador:  Em que ocupa o seu tempo neste castelo?
Fantasma: Brinco muito com Virgínia, pois para ela eu sou o seu melhor amigo. Ela confia em mim, conta-me tudo sobre a escola, sobre o rapaz de quem ela gosta, e, até, sobre as suas aventuras com os gémeos.
Entrevistador: Gosta dos gémeos?
Fantasma: Já tentei assustá-los várias vezes, mas eles surpreenderam-me  pela positiva. Sabe que uma noite até me atiraram com almofadas à cabeça? São muito traquinas e gostam de “gozar” comigo.
Entrevistador: E o Sr. Otis? Alguma vez tentou assustá-lo?
Fantasma: Sim, já o assustei algumas vezes. Na semana passada, mais propriamente, no sábado, à meia noite, pensando que já estava a dormir, aproximei-me do seu quarto, só que as minhas correntes traíram-me.
Entrevistador: Não me diga que o sr Otis o convidou para ir dormir no seu quarto?
Fantasma: Bem, convidar, não convidou, mas recomendou-me que usasse elixir para tirar a ferrugem das minhas correntes e, assim, não fizessem barulho.
Entrevistado: E o senhor seguiu o conselho?
Fantasma: Não, pois já tenho muitos anos e mesmo com elixir as minhas correntes vão continuar a fazer barulho.
Entrevistador: Muito obrigado por ter aceite este convite pois tínhamos muitas curiosidades sobre si.
Fantasma: O gosto foi meu.

Inês


Crónica
Fantasma de Canterville
Desço as escadas da mansão, vejo os gémeos a brincar e passo ao lado para eles não me chatearem. Vou ver o que há para comer, encontro a Virgínia na cozinha sozinha e cansada. Penso em cumprimentá-la, mas não o faço. Atravesso o hall de entrada e saio para a rua em direção ao parque. Lá, reina o silêncio, os pássaros dormem e as crianças também. Eu era o único naquele lugar! Paira no ar uma solidão imensa, as flores estão mortas e os baloiços enferrujados e abandonados.
Saio do parque, viro-me para a direita e mergulho na escuridão da rua dos Esqueletos. Na casa número cinco, há a entrada para a sala de cinema. Entro e dirijo-me ao vendedor. Todo aquele espaço é bonito, bem arranjado, atraente, higiénico e impessoal. Compro o meu bilhete, o vendedor recebe a nota e dá-me o troco. Ausente, abstrato, talvez inseguro. Verá sequer as pessoas que desfilam diante de si? Apetece-me dizer alguma coisa, que o troco não está certo, que me deu dinheiro a mais ou a menos mas não digo nada. As máquinas sabem o que fazem e o vendedor também.
Tenho, de repente, saudades do bilhete de não sei quantos cêntimos que dentro de alguns anos se deixará de pedir numa sala de cinema a um funcionário ou a um vendedor com cara de poucos amigos. Tenho saudades, também, do barulho do parque com crianças a brincar e os animais a saltitar.
Volto a casa cansado por ter visto um filme em que ninguém compreende a vida de um fantasma.
Sinto-me desgostoso! Sinto-me num futuro sem vida!

Simão Gomes












quinta-feira, 30 de março de 2017

Semana da Leitura

Peddy paper -“Aprende a descodificar o teu mundo”


A atividade decorreu no dia 30  de março , no âmbito da semana da leitura e no Dia da Escola em Movimento e teve como público alvo os docentes e os alunos  dos 2º e 3º ciclos que avaliaram a mesma como sendo muito boa.



Os seus pontos fortes foram a promoção de novas experiências educativas, de aprendizagens significativas e do respeito por diferentes expressões e a estimulação de boas práticas de cidadania.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Semana da Leitura

Concurso “Que leitor és tu?”

 A atividade decorreu no dia 29 de março e teve como público-alvo os alunos do 9º ano que avaliaram a mesma como sendo muito boa.



Os seus pontos fortes foram a promoção de novas experiências educativas, de aprendizagens significativas e do respeito por diferentes expressões e a estimulação de boas práticas de cidadania.

terça-feira, 28 de março de 2017

Semana da Leitura

Workshop de Reiki  para a Adolescência  pela docente Sílvia Teixeira - 6º ano e 3º ciclo 


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O Fantasma de Canterville

Atividade no âmbito do referencial "Aprender com a Biblioteca Escolar" - "O Fantasma de Canterville" em articulação com as disciplinas de Português, Inglês, Fancês e Educação Visual, representada pelos alunos do 9º ano.

(encenação de excertos da obra de Oscar Wilde)



Alexandra
Daniela
Bruna
Ana
Célia
João Pedro
Miguel
Raul
Rui
Teresa


Resumos da obra

A família Otis comprou “Canterville Chase” que se dizia estar assombrada por um fantasma.
Depois de comprar a casa, começam a surgir coisas estranhas, desde o aparecimento de manchas de sangue no tapete da biblioteca, que nunca desaparecem por completo, até ao barulho ensurdecedor de correntes durante a noite. No entanto, a família Otis não se deixa intimidar pelo comportamento e atitudes do fantasma, acabando por transformar todas as situações em episódios cómicos.
Consequentemente, o fantasma sente-se cada vez mais fraco e acaba por adoecer. 
A filha, Virgínia, decide ajudá-lo, conseguindo que ele se liberte das correntes e possa finalmente descansar em paz.
Por fim, Virgínia casou-se com Cecil.

Raul Lima

 “O fantasma de Canterville” relata a história de uma família moderna. O Sr. Otis, ministro dos Estados Unidos e homem de grandes riquezas, decide comprar a famosa casa de Canterville, repleta de histórias sinistras sobre um fantasma que aí residia. Ainda assim, seguiu com a sua ideia e muda-se para lá com a sua família. 
O fantasma não fica indiferente e tenta assustá-los. Primeiro, começou com pequenos gestos, colocando uma mancha de sangue na biblioteca, mas ninguém se assustou. De seguida, decidiu mostrar-se, aparecendo à porta do quarto do casal Otis, mas, acabou por ser ele o surpreendido quando o Sr. Otis lhe deu um lubrificante para olear as correntes.
Os vários planos foram sempre falhando. Deste modo, o fantasma ficou abalado e cansado, desejando morrer.
Virgínia, filha do casal, acaba por encontrar-se com ele e conversam. Ela entendeu o que lhe ia na alma e pede ao anjo da morte que tenha piedade dele. 
Durante bastante tempo, ninguém da família a viu. 
Acabou por aparecer mais tarde com uma caixa de joias que pertenciam ao fantasma. Este conseguiu, finalmente, libertar-se das suas correntes, resultado das suas maldades. 
Anos depois, Virgínia casou com o seu amado Cecil e foi muito feliz.
Ao longo da sua vida recordou-se sempre da importância de Sr. Simon.

Miguel Lopes


A família Otis comprou Canterville Chase, a sete milhas de Ascot, um sítio que toda a gente julgava assombrado.
Quando já estavam em Canterville, surgiram coisas estranhas, tais como a descoberta de uma mancha de sangue na biblioteca ou como o barulho de correntes durante a noite, acontecimentos a que a família não deu grande importância, transformando-os em situações cómicas.
O fantasma insiste em assustar a família, porém, um dia, os gémeos preparam-lhe uma partida, o que o leva a enfraquecer e a sentir-se incapaz. 
Virgínia decide ajudá-lo e este conta-lhe toda a sua vida. Confessa-lhe, então, que o seu maior desejo era alcançar a paz eterna, depois de tanto tempo “acorrentado” à vida passada. 
Por fim, Virgínia casa-se com Cecil, e o fantasma descansa na eternidade.

Rui Gomes

Recensões Críticas  

A leitura d’ “O Fantasma de Canterville” de Oscar Wilde, acabou por me desiludir.
Como apreciador de histórias de terror, após ler o título, enchi-me de entusiasmo e ansiava por descobrir episódios macabros e assustadores. No entanto, feita a leitura do primeiro capítulo, apercebi-me que a história estava repleta de situações cómicas. Como retrata uma cena do texto, em que o Sr. Otis acorda com o barulho de correntes e, de uma maneira engraçada, se levanta para oferecer ao fantasma um lubrificante que o ajudasse a eliminar os ruídos.
Sendo assim, o texto em vez de terror, como eu pensei, acabou por ser uma grande comédia.
Recomendo o livro para quem gosta de comédia.

Raúl Lima

Quando li o título O fantasma de Canterville, fiquei com a ideia de que o seu enredo seria assustador, até porque a própria palavra “fantasma” assim o indicava mas, na verdade, após a leitura, não o foi. A história é por vezes um pouco engraçada e existe bom-humor. 
Nesta obra, o autor, Oscar Wilde, mostra um livro um pouco diferente, muito detalhado, e com muitos pormenores, usando uma linguagem acessível a meu ver, ao público juvenil. 
Esta obra é uma narrativa fechada, dado que a história tem um desfecho, ou seja, a história narrada tem um fim que não deixa margem para dúvidas 
Embora estivesse com uma melhor espetativa desta obra, é um conto bem escrito e diferente de outros que já li. 
Visto isto, recomendo a leitura desta obra.

Rui Gomes